terça-feira, 24 de março de 2015

grande parte do "sofrimento" é criado por nós



March 24, 2015


Você é tão diferente e ao mesmo tempo tão igual a todos os outros. Em todas as outras vezes eu não tinha certeza, e com você também não é diferente... Mesmo com toda a experiência que tenho, ainda sinto medo de jogar tudo pro alto e me entregar a isso.
Mas o medo é justamente o que faz a vida ter gosto, é o que dá aquele friozinho na barriga, essa incerteza, essa dúvida entre arriscar ou não, é o que torna tudo tão emocionante. Enquanto houver coragem valerá a pena.
Você, não sei bem como, faz com que eu não pare de pensar em você. É aquele proibido, improvável, impossível que eu não devia querer. É o que eu não deveria escolher porque está fora de alcance. Mas pera lá, eu sou Karen Cristina, nunca achei que nada pudesse ser impossível pra mim. Estou certa disso! E outra coisa que estou mais do que certa é que mesmo em tão pouco tempo eu já te amo. Eu até poderia tentar me afastar mas o fato é que já não posso mais.
A lembrança daquelas tantas marcas de batom que já não consigo esquecer, não entendo ainda o que me fez te olhar diferente aquele dia. Mas sei que tudo o que me disse, cada foto, o seu abraço e seu sorriso lindo estão frescos na memória e me arrancam suspiros ao lembrar..
E o que eu faço agora se cada música me lembra você e algumas só imagino na tua voz, ah! a tua voz *-* e os áudios que eu ouço mil vezes.. e o teu nome que escrevo em todo lugar...
Ninguém nunca é capaz de entender tudo, quem sou eu pra tentar entender por que a vida acontece dessa maneira. Gostar de alguém as vezes parece tão difícil, tão errado, inconcebível. Só que mais errado que isso é ferir a si mesmo por medo de ferir aos outros. 
O amor não dói, não machuca, o que apunhala é a falta dele, mas dentro de mim sinto que transborda... Se eu pudesse controlar iria, ao menos dessa vez, pelo caminho mais fácil. Escolheria não amar. Mas que tolice! Qual sentido daria à vida?! Por escolha todo ser humano quer controlar o amor, a saudade, a aflição... Mas se pudessem, se entregariam ao tédio.
A gente se sabota com o medo do que virá depois da conquista. E isso a afasta cada vez mais de nós!
Nos últimos dias tenho me julgado por ser como sou, me senti a pior pessoa. Mas fui notando o quão natural isso é.
Ás vezes o medo que sinto de estar me iludindo, ou da possibilidade de perder você tão cedo me afetam de tal forma que chega a doer, uma dor aguda por dentro... arrepiando cada fio de cabelo. Se o amor é algum tipo de doença, ele não tem cura. No máximo se transforma em seus diversos estágios. Pelo menos eu ainda não achei forma pra me livrar dele.
Chego a conclusão de que estou farta de ter que viver a vida pelos outros, já não tem cada um a sua? É hora de pensar um pouquinho em mim e tentar ser feliz, pois eu mesma só tenho essa vida e não creio durar muito tempo nela. Não vejo problema em ser assim inconstante, em mudar tantas vezes de ideia, problema seria se eu não tivesse nenhuma ideia. Talvez no final isso não valha a pena, e eu deseje voltar atrás. Talvez então seja tarde demais. Mas que presunção achar que tudo deve acabar bem não é mesmo? Hoje eu escolho ir, e se preciso for me arrepender de ter feito. Ao invés de ficar aqui imaginando como poderia ter sido.
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